quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
George censuré Brassens
Vendredi 27 mai, un gars de Rennes a été condamné à 40 h de TIG et 200 euros d'amende pour avoir chanté Hécatombe, la chanson de Brassens ci-dessous, du haut de son balcon. Hélas, trois bleus passaient en dessous.
(du blogue "cultivons l'alternative")
Eis a canção que a França não deixa cantar.
Voltam as censuras, as normas de conduta e as proibições. Para manter o "bom nome" das sagradas instituições.
(du blogue "cultivons l'alternative")
Eis a canção que a França não deixa cantar.
Voltam as censuras, as normas de conduta e as proibições. Para manter o "bom nome" das sagradas instituições.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
yo no canto por cantar
Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,
tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.
Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.
Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.
terça-feira, 14 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Canção do desporto (para debate)
Para discutir: música, cinema e desporto como armas para o combate político revolucionário e para a tomada de consciência do poder dos trabalhadores.
A música é de Hanns Eisler, o argumento do filme (Kuhle Wampe, de 1932) é de Bertold Brecht, a realização do filme é colectiva mas dirigida por Slatan Dudow.
A música é de Hanns Eisler, o argumento do filme (Kuhle Wampe, de 1932) é de Bertold Brecht, a realização do filme é colectiva mas dirigida por Slatan Dudow.
Brecht cantando
Music: Kurt Weill
Lyrics: Bertolt Brecht
Sung by Bertolt Brecht
Der Mensch lebt durch den Kopf
der Kopf reicht ihm nicht aus
versuch es nur; von deinem Kopf
lebt höchstens eine Laus.
Denn für dieses Leben
ist der Mensch nicht schlau genug
niemals merkt er eben
jeden Lug und Trug.
Ja; mach nur einen Plan
sei nur ein großes Licht!
Und mach dann noch´nen zweiten Plan
gehn tun sie beide nicht.
Denn für dieses Leben
ist der Mensch nicht schlecht genug:
doch sein höch´res Streben
ist ein schöner Zug.
Ja; renn nur nach dem Glück
doch renne nicht zu sehr!
Denn alle rennen nach dem Glück
Das Glück rennt hinterher.
Denn für dieses Leben
ist der Mensch nicht anspruchslos genug
drum ist all sein Streben
nur ein Selbstbetrug.
Der Mensch ist gar nicht gut
drum hau ihn auf den Hut
hast du ihn auf den Hut gehaut
dann wird er vielleicht gut.
Denn für dieses Leben
ist der Mensch nicht gut genug
darum haut ihn eben
ruhig auf den Hut.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Jenny Pirata
Uma canção perturbante e violenta cantada por Lotte Lenya, no filme de Pabst.
Letra de Bertold Brecht. Música de Kurt Weill.
Letra de Bertold Brecht. Música de Kurt Weill.
terça-feira, 24 de maio de 2011
democracia real mayo 2011
imagens e sons do movimento 15 de Maio em Espanha:
em Barcelona:
em Londres:
em Lisboa:
em Amsterdão:
em Milão:
em Roma:
em Paris:
em Barcelona:
em Londres:
em Lisboa:
em Amsterdão:
em Milão:
em Roma:
em Paris:
domingo, 22 de maio de 2011
a ópera já foi revolucionária
Act 1 - Scene 9
GEFANGENEN
O, welche Lust!
in freier Luft den Atem
leicht zu heben, O, welche Lust!
nur hier, nur hier ist Leben,
der Kerker eine Gruft, eine Gruft!
ERSTER GEFANGENE
Wir wollen mit Vertrauen
auf Gottes Hülfe,
auf Gottes Hülfe bauen,
die Hoffnung flüstert sanft mir zu,
wir werden frei, wir finden Ruh,
wir finden Ruh'.
GEFANGENEN
O Himmel Rettung,
welch ein Glück,
o Freiheit, o Freiheit,
kehrst du zurück?
ZWEITE GEFANGENE
Sprecht leise, haltet euch zurück,
wir sind belauscht mir
Ohr und Blick.
GEFANGENEN
Sprecht leise, haltet euch zurück,
wir sind belauscht mir
Ohr und Blick.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
cultura e civilização
Gal Costa fez coisas assim em 1969. A canção é de Gilberto Gil.
Não é preciso agora outra vez alguma desta força e desta liberdade?
Contanto que me deixem ficar com a minha vida na mão.
A cultura, a civilização
Elas que se danem
Ou não
Somente me interessam
Contanto que me deixem meu licor de jenipapo
O papo
Das noites de São João
Somente me interessam
Contanto que me deixem meu cabelo belo
Meu cabelo belo
Como a juba de um leão
Contanto que me deixem
Ficar na minha
Contanto que me deixem
Ficar com minha vida na mão
Minha vida na mão
Minha vida
A cultura, a civilização
Elas que se danem
Ou não
Eu gosto mesmo
É de comer com coentro
Eu gosto mesmo
É de ficar por dentro
Como eu estive algum tempo
Na barriga de Claudina
Uma velha baiana
Cem por cento
Não é preciso agora outra vez alguma desta força e desta liberdade?
Contanto que me deixem ficar com a minha vida na mão.
A cultura, a civilização
Elas que se danem
Ou não
Somente me interessam
Contanto que me deixem meu licor de jenipapo
O papo
Das noites de São João
Somente me interessam
Contanto que me deixem meu cabelo belo
Meu cabelo belo
Como a juba de um leão
Contanto que me deixem
Ficar na minha
Contanto que me deixem
Ficar com minha vida na mão
Minha vida na mão
Minha vida
A cultura, a civilização
Elas que se danem
Ou não
Eu gosto mesmo
É de comer com coentro
Eu gosto mesmo
É de ficar por dentro
Como eu estive algum tempo
Na barriga de Claudina
Uma velha baiana
Cem por cento
a propósito de elis
"Neste país, só há duas que cantam: Gal e eu." (refere-se a Gal Costa)
Algumas pistas para investigar:
Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis "anos de chumbo", quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública por meio de declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado por gorilas.
Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro. Filiou-se no PT em 1981, um ano antes de morrer, aos 36 anos de idade.
Antes, terá dito:
"Me tomam por quem? Um imbecil? Sou algo que se molda do jeitinho que se quer? Isso é o que todos queriam, na realidade. Mas não vão conseguir, porque quando descobrirem que estou verde já estarei amarela. Eu sou do contra. Sou a Elis Regina do Carvalho Costa que poucas pessoas vão morrer conhecendo".
E aqui fica uma bela canção, muito bem cantada e tocada:
Algumas pistas para investigar:
Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis "anos de chumbo", quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública por meio de declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado por gorilas.
Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro. Filiou-se no PT em 1981, um ano antes de morrer, aos 36 anos de idade.
Antes, terá dito:
"Me tomam por quem? Um imbecil? Sou algo que se molda do jeitinho que se quer? Isso é o que todos queriam, na realidade. Mas não vão conseguir, porque quando descobrirem que estou verde já estarei amarela. Eu sou do contra. Sou a Elis Regina do Carvalho Costa que poucas pessoas vão morrer conhecendo".
E aqui fica uma bela canção, muito bem cantada e tocada:
alô, alô, marciano
Composição : Rita Lee/Roberto de Carvalho
Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down o high society
Down, down, down
O high society
Alô, alô, marciano
A crise tá virando zona
Cada um por si todo mundo na lona
E lá se foi a mordomia
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
Tá cada vez mais down o high society
Down, down, down
O high society
Alô, alô, marciano
A coisa tá ficando russa
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá pra atola Alá
Tá cada vez mais down o high society
Down, down, down
O high society
Alô, alô, marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down o high society
Down, down, down
O high society
sábado, 30 de abril de 2011
El pueblo unido...
Rzewski, início das 36 variações sobre o tema de Sérgio Ortega, "El pueblo unido jamás será vencido":
sexta-feira, 29 de abril de 2011
A gente não quer só comida
Uma das mais interessantes letras dos Titãs, do disco "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas", o quarto álbum de estúdio da banda brasileira de rock, lançado em 1987.
Bebida é água! Comida é pasto!
Você tem sede de que? Você tem fome de quê?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida Diversão, bale
A gente não quer só comida
A gente quer a vida Como a vida quer...
Bebida é água! Comida é pasto!
Você tem sede de que? Você tem fome de quê?...
A gente não quer só comer
A gente quer comer E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer Prá aliviar a dor...
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer dinheiro E felicidade
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer inteiro E não pela metade...
Bebida é água! Comida é pasto!
Você tem sede de que? Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida Diversão, bale
A gente não quer só comida
A gente quer a vida Como a vida quer...
A gente não quer só comer
A gente quer comer E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer Prá aliviar a dor...
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer dinheiro E felicidade
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer inteiro E não pela metade...
Diversão e arte Para qualquer parte
Diversão, balé Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade...
Bebida é água! Comida é pasto!
Você tem sede de que? Você tem fome de quê?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida Diversão, bale
A gente não quer só comida
A gente quer a vida Como a vida quer...
Bebida é água! Comida é pasto!
Você tem sede de que? Você tem fome de quê?...
A gente não quer só comer
A gente quer comer E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer Prá aliviar a dor...
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer dinheiro E felicidade
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer inteiro E não pela metade...
Bebida é água! Comida é pasto!
Você tem sede de que? Você tem fome de que?...
A gente não quer só comida
A gente quer comida Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída Para qualquer parte...
A gente não quer só comida
A gente quer bebida Diversão, bale
A gente não quer só comida
A gente quer a vida Como a vida quer...
A gente não quer só comer
A gente quer comer E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer Prá aliviar a dor...
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer dinheiro E felicidade
A gente não quer Só dinheiro
A gente quer inteiro E não pela metade...
Diversão e arte Para qualquer parte
Diversão, balé Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Abd al Malik
Abd al Malik, birth name Régis Fayette-Mikano (Paris, 14 March 1975) is a French rapper and spoken word artist of Congolese origin. He took part in the group NAP (New African Poets). In 1999, he converted to Islam. He is married to French Moroccan singer Wallen with whom he has a child. He is signed with Universal Music France.
Born in Paris in 1975 , Abd al Malik , he and his 6 brother and sister moved to Brazzaville , Congo from 1977 to 1981 before coming back in France in Strasbourg.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui pleure un rêve qui prendra vie, une fois passé Gibraltar.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui se d'mande si l'histoire le retiendra comme celui qui portait le nom de cette montagne.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui meurt sa vie bête de "gangsta rappeur" mais ...
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune homme qui va naître, qui va être celui qu'les tours empêchaient d'être.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui boit, dans ce bar où les espoirs se bousculent, une simple canette de Fanta.
Il cherche comme un chien sans collier le foyer qu'il n'a en fait jamais eu, et se dit que p't-être, bientôt, il ne cherchera plus.
Et ça rit autour de lui, et ça pleure au fond de lui.
Faut rien dire et tout est dit, et soudain ... soudain il s'fait derviche tourneur,
Il danse sur le bar, il danse, il n'a plus peur, enfin il hurle comme un fakir, de la vie devient disciple.
Sur le détroit de Gibraltar y'a un jeune noir qui prend vie, qui chante, dit enfin « je t'aime » à cette vie.
Puis les autres le sentent, le suivent, ils veulent être or puisqu'ils sont cuivre.
Comme ce soleil qui danse, ils veulent se gorger d'étoiles, et déchirer à leur tour cette peur qui les voile.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui n'est plus esclave, qui crie comme les braves, même la mort n'est plus entrave.
Il appelle au courage celles et ceux qui n'ont plus confiance, il dit : "ramons tous à la même cadence !!!".
Dans le bar, y'a un pianiste et le piano est sur les genoux, le jeune noir tape des mains, hurle comme un fou.
Fallait qu'elle sorte cette haine sourde qui le tenait en laisse, qui le démontait pièce par pièce.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui enfin voit la lune le pointer du doigt et le soleil le prendre dans ses bras.
Maintenant il pleure de joie, souffle et se rassoit.
Désormais l'Amour seul, sur lui a des droits.
Sur le détroit de Gibraltar, un jeune noir prend ses valises, sort du piano bar et change ses quelques devises,
Encore gros d'émotion il regarde derrière lui et embarque sur le bateau.
Il n'est pas réellement tard, le soleil est encore haut.
Du détroit de Gibraltar, un jeune noir vogue, vogue vers le Maroc tout proche.
Vogue vers ce Maroc qui fera de lui un homme ...
Sur le détroit de Gibraltar … sur le détroit de Gibraltar …
Vogue, vogue vers le merveilleux royaume du Maroc,
Sur le détroit de Gibraltar, vogue, vogue vers le merveilleux royaume du Maroc …
Born in Paris in 1975 , Abd al Malik , he and his 6 brother and sister moved to Brazzaville , Congo from 1977 to 1981 before coming back in France in Strasbourg.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui pleure un rêve qui prendra vie, une fois passé Gibraltar.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui se d'mande si l'histoire le retiendra comme celui qui portait le nom de cette montagne.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui meurt sa vie bête de "gangsta rappeur" mais ...
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune homme qui va naître, qui va être celui qu'les tours empêchaient d'être.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui boit, dans ce bar où les espoirs se bousculent, une simple canette de Fanta.
Il cherche comme un chien sans collier le foyer qu'il n'a en fait jamais eu, et se dit que p't-être, bientôt, il ne cherchera plus.
Et ça rit autour de lui, et ça pleure au fond de lui.
Faut rien dire et tout est dit, et soudain ... soudain il s'fait derviche tourneur,
Il danse sur le bar, il danse, il n'a plus peur, enfin il hurle comme un fakir, de la vie devient disciple.
Sur le détroit de Gibraltar y'a un jeune noir qui prend vie, qui chante, dit enfin « je t'aime » à cette vie.
Puis les autres le sentent, le suivent, ils veulent être or puisqu'ils sont cuivre.
Comme ce soleil qui danse, ils veulent se gorger d'étoiles, et déchirer à leur tour cette peur qui les voile.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui n'est plus esclave, qui crie comme les braves, même la mort n'est plus entrave.
Il appelle au courage celles et ceux qui n'ont plus confiance, il dit : "ramons tous à la même cadence !!!".
Dans le bar, y'a un pianiste et le piano est sur les genoux, le jeune noir tape des mains, hurle comme un fou.
Fallait qu'elle sorte cette haine sourde qui le tenait en laisse, qui le démontait pièce par pièce.
Sur le détroit de Gibraltar, y'a un jeune noir qui enfin voit la lune le pointer du doigt et le soleil le prendre dans ses bras.
Maintenant il pleure de joie, souffle et se rassoit.
Désormais l'Amour seul, sur lui a des droits.
Sur le détroit de Gibraltar, un jeune noir prend ses valises, sort du piano bar et change ses quelques devises,
Encore gros d'émotion il regarde derrière lui et embarque sur le bateau.
Il n'est pas réellement tard, le soleil est encore haut.
Du détroit de Gibraltar, un jeune noir vogue, vogue vers le Maroc tout proche.
Vogue vers ce Maroc qui fera de lui un homme ...
Sur le détroit de Gibraltar … sur le détroit de Gibraltar …
Vogue, vogue vers le merveilleux royaume du Maroc,
Sur le détroit de Gibraltar, vogue, vogue vers le merveilleux royaume du Maroc …
Os perdedores têm uma voz
Rap de La rumeur, de 1998. Já passaram 13 anos.
[Philippe]
C'est de mieux en mieux, regarde nos putains de banlieues : les vieux se cachent, les jeunes saccagent et foutent le feu. Ça sent le pneu qui crame, ça sent le jeune qui rame, y'a que des crânes chauves ; y'a quelque chose qui se trame autour de Paname. Si c'est comme Mé-ha, j'ai plus que ça à faire, j'attends que tout le monde me téma avant de foutre ma deu-mère. J'ai le feu vert, carte blanche, s'il faut je vole mais je fais pas la manche pour ne pas finir entre quatre planches. Voilà, je vais pas me rendre, je préfère délier les langues, faire parler les bavards avant qu'on ne les pende. Y'a trop à apprendre, mais qui nous place des œillères ? Eteins cette putain de télé, t'y verras sûrement plus clair. Où je me place ? En marge de ce qu'on nous offre. Et si un jour je brasse, c'est pas pour gonfler leur coffre, je me casse, je débarrasse le plancher. La banque de France peut me ficher, pour l'instant je suis creux et comme les blés je suis fauché.
[Ekoué]
1.9.9.8., putain comment ça passe vite ! Un an déjà, en tout cas ça nous rajeunit pas. Mais bon la suite, tu connais ou tu la découvres avec ce deuxième volet, toi qui suis l'évolution de près. Tu sais quoi ? Si pour faire de la maille faut jouer le bouffon, le cobaye, la grosse tapette ou la grosse racaille, on a vite fait de voir qui d'entre nous s'égare de trop. Et c'est les mêmes bâtards qui font du fric sur notre dos : du torchon d'hebdomadaire pour jeunes en mal de clichés, aux putes de journaleux qui cherchent l'erreur pour nous casser. Au contraire, s'écarter des lumières des projecteurs pour comprendre qui fait quoi, et en temps et en heure à qui ça revient de droit. C'est tout, et c'est déjà beaucoup. Ça demande du taff, de parler en son nom et de mettre des baffes. Tant que le fond sonne vrai et que la forme y est, à toi de voir si ça tue. Et même si le reste après ça nous regarde plus, autant de bruit avec si peu de moyens suffisent à tégra le plus possible ceux qui ont mais n'ont rien à foutre dans ce biz. Sinon, se rendre à l'évidence sans nous mettre la pression, ou laisse les clefs de la boutique dans la boîte à lettres de tonton. C'est ça : se servir de ce qui est construit, réinvestir dans ce qu'ils nous ont laissé. En ce qui me concerne, moi, j'empoisonne l'instru quel qu'il soit ; sur n'importe lequel je te suis mais pas avec n'importe quoi.
Refrain
Les perdants ont une voix et ils s'en servent. La Rumeur en fera chier des pendules à ceux que ça énerve.
[Mourad]
Viens dans mon quartier, là où les blocs s'abîment. Un sentiment de délaissement pesant qui s'imprime dans un enchaînement qui tend à foutre en l'air une cité. Les concernés sont sourds, ne veulent rien faire, laissent traîner. Les questions sont posées seulement si la dégradation est trop visible. Quelles sont les causes de la contagion ? Humeur sale, le je-m'en-foutisme s'attaque au milieu, grave ses stigmates sur les murs et les poubelles en feu. Gratter les fonds de tiroirs, c'est pas mon keutru. Partage du fleuz, boulot, ne pas avoir une vie trop redu. En fait, c'est tout vu roya, c'est ça ou finir par voir le moisi ronger la ville, ouara. S'extirper du carcan qui inconsciemment se construit. Pas de vérité : le mensonge n'est pas ailleurs mais ici. Une anesthésie locale peut-être souhaitée. Ne rien voir, mais la fange tâche et crève les yeux. Général foutoir.
[Hamé]
Un vautour frappe tous les jours à la porte. Les bols de soupe s'exportent, à l'heure où trop de putes jouent la carte de l'assimilation, où il reste de bon ton de susurrer de pauvres rimes foireuses au micro quand des bâtards assermentés nous tirent en groupe dans le dos. Puisque nos semelles trempent dans le bourbier, pas question qu'à la clef on ne leur fasse pas profiter de ces odeurs de puanteurs. Viens renifler du côté de La Rumeur, ça empeste les dépotoirs de France où se déchaîne son arrogance ou ses chars chargés d'immondices déversés sur nos gueules. Et le vice qui anime ces opérations de lynchage ont eut cet avantage de nous découvrir très tôt son vrai visage. Je te promets, y'a tout à balancer. Irriter la trachée artère des mensonges qu'il bâtissent comme un méchant mégot de Gitane maïs. Mais pourvu que me version plébéienne reste entière. Mais pourvu qu'on puisse immortaliser ça à des milliers d'exemplaires.
[Philippe]
C'est de mieux en mieux, regarde nos putains de banlieues : les vieux se cachent, les jeunes saccagent et foutent le feu. Ça sent le pneu qui crame, ça sent le jeune qui rame, y'a que des crânes chauves ; y'a quelque chose qui se trame autour de Paname. Si c'est comme Mé-ha, j'ai plus que ça à faire, j'attends que tout le monde me téma avant de foutre ma deu-mère. J'ai le feu vert, carte blanche, s'il faut je vole mais je fais pas la manche pour ne pas finir entre quatre planches. Voilà, je vais pas me rendre, je préfère délier les langues, faire parler les bavards avant qu'on ne les pende. Y'a trop à apprendre, mais qui nous place des œillères ? Eteins cette putain de télé, t'y verras sûrement plus clair. Où je me place ? En marge de ce qu'on nous offre. Et si un jour je brasse, c'est pas pour gonfler leur coffre, je me casse, je débarrasse le plancher. La banque de France peut me ficher, pour l'instant je suis creux et comme les blés je suis fauché.
[Ekoué]
1.9.9.8., putain comment ça passe vite ! Un an déjà, en tout cas ça nous rajeunit pas. Mais bon la suite, tu connais ou tu la découvres avec ce deuxième volet, toi qui suis l'évolution de près. Tu sais quoi ? Si pour faire de la maille faut jouer le bouffon, le cobaye, la grosse tapette ou la grosse racaille, on a vite fait de voir qui d'entre nous s'égare de trop. Et c'est les mêmes bâtards qui font du fric sur notre dos : du torchon d'hebdomadaire pour jeunes en mal de clichés, aux putes de journaleux qui cherchent l'erreur pour nous casser. Au contraire, s'écarter des lumières des projecteurs pour comprendre qui fait quoi, et en temps et en heure à qui ça revient de droit. C'est tout, et c'est déjà beaucoup. Ça demande du taff, de parler en son nom et de mettre des baffes. Tant que le fond sonne vrai et que la forme y est, à toi de voir si ça tue. Et même si le reste après ça nous regarde plus, autant de bruit avec si peu de moyens suffisent à tégra le plus possible ceux qui ont mais n'ont rien à foutre dans ce biz. Sinon, se rendre à l'évidence sans nous mettre la pression, ou laisse les clefs de la boutique dans la boîte à lettres de tonton. C'est ça : se servir de ce qui est construit, réinvestir dans ce qu'ils nous ont laissé. En ce qui me concerne, moi, j'empoisonne l'instru quel qu'il soit ; sur n'importe lequel je te suis mais pas avec n'importe quoi.
Refrain
Les perdants ont une voix et ils s'en servent. La Rumeur en fera chier des pendules à ceux que ça énerve.
[Mourad]
Viens dans mon quartier, là où les blocs s'abîment. Un sentiment de délaissement pesant qui s'imprime dans un enchaînement qui tend à foutre en l'air une cité. Les concernés sont sourds, ne veulent rien faire, laissent traîner. Les questions sont posées seulement si la dégradation est trop visible. Quelles sont les causes de la contagion ? Humeur sale, le je-m'en-foutisme s'attaque au milieu, grave ses stigmates sur les murs et les poubelles en feu. Gratter les fonds de tiroirs, c'est pas mon keutru. Partage du fleuz, boulot, ne pas avoir une vie trop redu. En fait, c'est tout vu roya, c'est ça ou finir par voir le moisi ronger la ville, ouara. S'extirper du carcan qui inconsciemment se construit. Pas de vérité : le mensonge n'est pas ailleurs mais ici. Une anesthésie locale peut-être souhaitée. Ne rien voir, mais la fange tâche et crève les yeux. Général foutoir.
[Hamé]
Un vautour frappe tous les jours à la porte. Les bols de soupe s'exportent, à l'heure où trop de putes jouent la carte de l'assimilation, où il reste de bon ton de susurrer de pauvres rimes foireuses au micro quand des bâtards assermentés nous tirent en groupe dans le dos. Puisque nos semelles trempent dans le bourbier, pas question qu'à la clef on ne leur fasse pas profiter de ces odeurs de puanteurs. Viens renifler du côté de La Rumeur, ça empeste les dépotoirs de France où se déchaîne son arrogance ou ses chars chargés d'immondices déversés sur nos gueules. Et le vice qui anime ces opérations de lynchage ont eut cet avantage de nous découvrir très tôt son vrai visage. Je te promets, y'a tout à balancer. Irriter la trachée artère des mensonges qu'il bâtissent comme un méchant mégot de Gitane maïs. Mais pourvu que me version plébéienne reste entière. Mais pourvu qu'on puisse immortaliser ça à des milliers d'exemplaires.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Paris levanta-se
letra de Jacques Le Glou sobre o Maio de 68 para uma canção famosa de Jacques Dutronc.
terça-feira, 12 de abril de 2011
os blues e a política do diabo
Robert Johnson, num vídeo animado.
Nada disto era estranho aos Rolling Stones:
Nada disto era estranho aos Rolling Stones:
you've got to stand
Canção emancipatória gay, contra o preconceito, menos conhecida do que outras dos Communards. No fundo é uma simples canção de solidariedade, para não te sentires só.
Para ajudar a levantar a cabeça.
O vídeo é "subtil" e kitsch. A canção chama-se "Disenchanted". É de 1986.
So, boy where you go, what you do,
Hey there boy what is wrong with
you?
No future, no hope, just broken
dreams,
You spend your days wondering why
Chorus:
I'll be your friend, I'll be around
I'll be everything you need
I'll be your friend, I'll be around
I'll be everything you need
Hey young man, why you cry
Don't you know, you've got to try
A little bit harder, you've got to stand
On your own two feet
Never let them drag you down
Hey there boy
This prejudice and ignorance we can
overcome
(chorus)
Disenchanted angry young man (x4)
I'll never let you down
Never let you down
So boy now you know what to do,
hey there boy don't be blue
There's future, there's hope, hope for
you
Hey young man just believe in what
you do.
(chorus)
Pride is something good for you
Believe in yourself.
Para ajudar a levantar a cabeça.
O vídeo é "subtil" e kitsch. A canção chama-se "Disenchanted". É de 1986.
So, boy where you go, what you do,
Hey there boy what is wrong with
you?
No future, no hope, just broken
dreams,
You spend your days wondering why
Chorus:
I'll be your friend, I'll be around
I'll be everything you need
I'll be your friend, I'll be around
I'll be everything you need
Hey young man, why you cry
Don't you know, you've got to try
A little bit harder, you've got to stand
On your own two feet
Never let them drag you down
Hey there boy
This prejudice and ignorance we can
overcome
(chorus)
Disenchanted angry young man (x4)
I'll never let you down
Never let you down
So boy now you know what to do,
hey there boy don't be blue
There's future, there's hope, hope for
you
Hey young man just believe in what
you do.
(chorus)
Pride is something good for you
Believe in yourself.
A comuna de Paris 140
A Comuna de Paris foi há 140 anos!
(de 18 de Março a 28 de Maio de 1871)!
Uma canção de Pottier, "Elle n'est pas morte". Interpretação de Germaine Montero.
Ela não canta a letra toda...
On l'a tuée à coups de Chassepot
A coups de mitrailleuse
Et roulée avec son drapeau
Dans la terre argileuse
Et la tourbe des bourreaux gras
Se croyait la plus forte
{Refrain, x2}
Tout ça n'empêche pas, Nicolas,
Qu' la Commune n'est pas morte !
Comme faucheurs rasant un pré
Comme on abat des pommes
Les Versaillais ont massacré
Pour le moins cent mille hommes
Et les cent mille assassinats
Voyez ce que ça rapporte
{au Refrain, x2}
On a bien fusillé Varlin,
Flourens, Duval, Millière,
Ferré, Rigault, Tony Moilin,
Gavé le cimetière.
On croyait lui couper les bras
Et lui vider l'aorte
{au Refrain, x2}
Ils ont fait acte de bandits
Comptant sur le silence
Achevé les blessés dans leur lit
Dans leur lit d'ambulance
Et le sang inondant les draps
Ruisselait sous la porte
{au Refrain, x2}
Les journalistes policiers
Marchands de calomnies
Ont répandu sur nos charniers
Leurs flots d'ignominie
Les Maxime Ducamp, les Dumas
Ont vomi leur eau-forte
{au Refrain, x2}
C'est la hache de Damoclès
Qui plane sur leurs têtes
A l'enterrement de Vallès
Ils en étaient tout bêtes
Fait est qu'on était un fier tas
A lui servir d'escorte
{x2:}
C'qui prouve en tous cas, Nicolas,
Qu' la Commune n'est pas morte !
Bref, tout ça prouve au combattant
Qu' Marianne a la peau brune
Du chien dans l'ventre et qu'il est temps
D'crier "Vive la Commune !"
Et ça prouve à tous les Judas
Qu' si ça marche de la sorte
{x2:}
Ils sentiront dans peu, nom de Dieu,
Qu'la Commune n'est pas morte !
(de 18 de Março a 28 de Maio de 1871)!
Uma canção de Pottier, "Elle n'est pas morte". Interpretação de Germaine Montero.
Ela não canta a letra toda...
On l'a tuée à coups de Chassepot
A coups de mitrailleuse
Et roulée avec son drapeau
Dans la terre argileuse
Et la tourbe des bourreaux gras
Se croyait la plus forte
{Refrain, x2}
Tout ça n'empêche pas, Nicolas,
Qu' la Commune n'est pas morte !
Comme faucheurs rasant un pré
Comme on abat des pommes
Les Versaillais ont massacré
Pour le moins cent mille hommes
Et les cent mille assassinats
Voyez ce que ça rapporte
{au Refrain, x2}
On a bien fusillé Varlin,
Flourens, Duval, Millière,
Ferré, Rigault, Tony Moilin,
Gavé le cimetière.
On croyait lui couper les bras
Et lui vider l'aorte
{au Refrain, x2}
Ils ont fait acte de bandits
Comptant sur le silence
Achevé les blessés dans leur lit
Dans leur lit d'ambulance
Et le sang inondant les draps
Ruisselait sous la porte
{au Refrain, x2}
Les journalistes policiers
Marchands de calomnies
Ont répandu sur nos charniers
Leurs flots d'ignominie
Les Maxime Ducamp, les Dumas
Ont vomi leur eau-forte
{au Refrain, x2}
C'est la hache de Damoclès
Qui plane sur leurs têtes
A l'enterrement de Vallès
Ils en étaient tout bêtes
Fait est qu'on était un fier tas
A lui servir d'escorte
{x2:}
C'qui prouve en tous cas, Nicolas,
Qu' la Commune n'est pas morte !
Bref, tout ça prouve au combattant
Qu' Marianne a la peau brune
Du chien dans l'ventre et qu'il est temps
D'crier "Vive la Commune !"
Et ça prouve à tous les Judas
Qu' si ça marche de la sorte
{x2:}
Ils sentiront dans peu, nom de Dieu,
Qu'la Commune n'est pas morte !
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