terça-feira, 22 de maio de 2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Bruce Springsteen, working class hero

Mal conhecido afinal de contas, Bruce Springsteen não foi só "The Boss"do show business. Escreveu e gravou desde o primeiro álbum de 1973 até hoje canções que dão uma outra imagem dos Estados Unidos da América. Cantou histórias de lutas de gente das classes que não dominam, mas combatem dia-a-dia a exploração, a alienação, a injustiça. Sofrem, caem, levantam-se, talvez.
Como este Tom Joad, personagem de As Vinhas da Ira (Grapes of Wrath) de Steinbeck  (e também do filme de John Ford, claro).

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Música para os próximos combates

A revolução é pr'a já

"Papuça", do álbum "Como se fora seu filho", é apenas uma das mais belas canções do Zeca Afonso.
A revolução parece tão urgente, tão necessária... Mas poucos falam actualmente dessa mudança prática e radical das bases do mundo. Coisa estranha, quando está bem evidente que a sociedade de hoje não tem solução de continuidade e é preciso criar outras formas de vida em comum. Utopia, mas uma utopia reaccionária, é querer preservar este capitalismo sem saída.

Aguça o teu ouvido, escreveu ele. Sem esse aguçar dificilmente saberemos ouvir a liberdade que aí vem. Que pode vir.



Olha enfia a carapuça
Mas não compres o velho fato de ananás
O estilo não se empresta e nada tem sentido
A tua falta, meu papuça
Se podes ou não podes
Tanto faz
Se podes ou não podes
Tanto faz

Experimenta sair
Um pouco está bom tempo
Na Arrábida para os ninhos
Meu rapaz
Amanhã é feriado
Em Paio Pires aguça
O teu ouvido rouco-mouco
Em aguarrás
O teu ouvido rouco-mouco
Em aguarrás

A multidão na rua
É Zé!
Ouve-se a banda tocando
O M. F. A.
Vai o Borges e o Pina, o Chaimite e o Bibas
Balouçando
A revolução é pra já
Vai o Borges e o Pina, o Chaimite e o Bibas
Balouçando
A revolução é pra já

*

A bota trocada
O canto na varanda
De rota batida
Para Luanda

Só menos um furo
No cinto apertado
É já Primavera
Amar não é pecado

Na fímbria da saia
A lagartixa verde
E um dia alegre
À nossa espera, bebe

Estamos na seca
A paz é pouca
Dorme uma soneca
A tia louca

Limpa os sovacos
Com esse spray
Amanhã é dia
De dancing day

Põe nessa boca
Uma chupeta
Amanhã é dia
De Dona Xepa

Letra: José Afonso
Música: José Afonso
Álbum: Como Se Fora Seu Filho (1983)

O Gorizia tu sei maledetta

"Oh Gorizia you are cursed" is one of the nicest and most meaningful anti-war songs; it was against the First World War. it was first performed by Michele Luciano Straniero and Fausto Amodei and published in the record "Il povero soldato 2" edited by Roberto Leydi. The original tune was collected by Cesare Bermani in Novara by a man who testified he had heard it sung by the infantry who conquered Gorizia on 10th August 1916. In 1964 it was performed at The "Two World Festival" in Spoleto by Il Nuovo Canzoniere Italiano in the show "Bella ciao" arousing the fury of right-wing conformists. When Straniero and Amodei started singing there occurred disorders in the audience hall; the rightists tried to hinder the performance. Straniero and Leydi were reported to the police for public insult to the Armed Forces. (from the site: http://www.antiwarsongs.org)
 La mattina del cinque d'agosto
si muovevan le truppe italiane
per Gorizia, le terre lontane
e dolente ognun si partì

Sotto l'acqua che cadeva al rovescio [variante: che cadeva a rovesci]
grandinavan le palle nemiche
su quei monti, colline e gran valli
si moriva dicendo così:

O Gorizia tu sei maledetta
per ogni cuore che sente coscienza
dolorosa ci fu la partenza
e il ritorno per molti non fu

O vigliacchi che voi ve ne state
con le mogli sui letto di lana
schernitori di noi carne umana
questa guerra ci insegna a punir

Voi chiamate il campo d'onore
questa terra di là dei confini
Qui si muore gridando assassini
maledetti sarete un dì

Cara moglie che tu non mi senti
raccomando ai compagni vicini
di tenermi da conto i bambini
che io muoio col suo nome nel cuor

Traditori signori ufficiali
Che la guerra l'avete voluta
Scannatori di carne venduta [altra versione: 'Schernitori di carne venduta']
E rovina della gioventù [altra versione: 'Questa guerra ci insegna così']

O Gorizia tu sei maledetta
per ogni cuore che sente coscienza
dolorosa ci fu la partenza
e il ritorno per molti non fu.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

2 canciones del coro dominguero

O coro dominguero é um coro sevilhano que funciona na Casa Palacio del Pumarejo. O coro está ligado a um movimento associativo que luta por melhores condições de vida para as pessoas. No bairro onde se situam, em Sevilha e no mundo inteiro.

Pa'lante esa rebelión


Valcárcel Recuperado

quarta-feira, 7 de março de 2012

contessa

de Paolo Pietrangeli
cantada por Giovanna Marini
 
Giovanna Marini - Contessa.mp3
Download at rapidlibrary mp3 music
Rapid Library Music



Che roba contessa all’industria di Aldo
han fatto uno sciopero quei quattro ignorante
volevano avere salari aumentati
dicevano pensi di essere sfruttati.

E quando è arrivata la polizia
quei quattro straccioni han gridato più forte
di sangue han sporcato il cortile e le porte,
chissà quanto tempo ci vorrà per pulire».

Compagni dai campi e dalle officine
prendete la falce e portate il martelo
scendete giù in piazza e picchiate con quello
scendete giù in piazza e affossate il sistema.

Voi gente per bene che pace cercate
la pace per far quello che voi volete
ma se questo è il prezzo vogliamo la guerra
vogliamo vedervi finir sotto terra.

Ma se questo è il prezzo l’abbiamo pagato
nessuno più al mondo dev’essere sfruttato.

«Sapesse contessa che cosa mi ha detto
un caro parente dell’occupazione
che quella gentaglia rinchiusa là dentro
di libero amore facea professione.

Del resto mia cara di che si stupisce
anche l’operaio vuole il figlio dottore
e pensi che ambiente ne può venir fuori
non c’è più morale contessa».

Se il vento fischiava ora fischia più forte
le idee di rivolta non sono mai morte
se c è chi Io afferma non state a sentire
è uno che vuole soltanto tradire.

Se c’è chi lo afferma sputategli addosso
la bandiera rossa ha gettato in un fosso.

Voi gente per bene che pace cercate
la pace per far quello che voi volete
ma se questo è il prezzo vogliamo la guerra
vogliamo vedervi finir sotto terra

Ma se questo è il prezzo l’abbiamo pagato
nessuno più al mondo dev’essere sfruttato

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

this is a time to gather force



There is no time
de Lou Reed
(Maíusculas é mesmo assim:)

This is no time for Celebration
This is no time for Shaking Hands
This is no time for Backslapping
This is no time for Marching Bands

This is no time for Optimism
This is no time for Endless Thought
This is no time for my country Right or Wrong
Remeber what that brought

This is no time for Congratulations
This is no time to Turn Your Back
This is no time for Circumlocution
This is no time for Learned Speech

This is no time to Count Your Blessings
This is no time for Private Gain
This is a time to Put up or Shut up
It won't come back this way again

This is no time to Swallow Anger
This is no time to Ignore Hate
This is no time to be Acting Frivolous
because the time is getting late

This is no time for Private Vendettas
This is no time to not know who you are
Self knowledge is a dangerous thing
The freedom of who you are

This is no time to Ignore Warnings
This is no time to Clear the Plate
Let's not be sorry after the fact
and let the past become out fate

This is no time to turn away and drink
or smoke some vials of crack
This is a time to gather force
and take dead aim and Attack

This is no time for Celebration
This is no time for Saluting Flags
This is no time for Inner Searchings
The future is at hand

This is no time for Phony Rhetoric
This is no time for Political Speech
This is a time for Action
because the future's Within Reach

This is the time

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sem Woody Guthrie não éramos os mesmos

Woody Guthrie nasceu em 1912, há quase 100 anos.
Foi com uma fotografia dele que começámos este blogue,

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Une chanson de L'Atalante de Jean Vigo

pourquoi? je ne sais pas

Hoje a nossa tampa vai saltar

Uma boa letra sobre e contra a situação... destes simpáticos Diabo a Sete.
Esta banda portuguesa tem dois discos editados até ao momento (Parainfernália, de 2007, e TarAra de 2011)

Dez cabelos penteados / Não pagam imposto / A luva está mais barata / Do que o fogo posto / Sabe bem pagar tão pouco / O segredo é total / Tens na ilha uma morada / Virtual / No Paraíso Fiscal / O silêncio é d’ouro / As mobílias são de prata / E os jardins de couro / Anjos, deuses, capitais / Filhos de alguém especial / Somar zeros à direita / Não faz mal / No Paraíso Fiscal / A justiça é cega / A...s fronteiras apagadas / E o tempo escorrega / Sabe bem pagar tão pouco / O segredo é total / Tens na ilha uma morada / Virtual / Guarda rico o teu roubo / Franca liberdade / Virar isto do avesso / Seria maldade / Somos sombras invisíveis / Sem gravata p’ra apertar / Mas hoje a nossa tampa / Vai saltar

mais um samba do operário

Angenor de Oliveira, mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980) foi um cantor, compositor e violinista brasileiro.

samba da mais-valia

Já não é nova, mas é divertida...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

já não dá (saímos para a rua)

Um tema de Chullage. Para os dias que correm e a luta a fazer.

já não dá (saímos para a rua) by beatweenus

Já não dá (saímos para a rua) - beat de brainkilla, co-produção dB e Hugo Alves. contem um sample de "Assim como quem nasce" - escrito por Paulo de Carvalho interpretado por Luisa Basto. Contem um sample de Eh companheiro de José Mário Branco. Artwork de Vhils.

Letra:
só cartas com contas
que já passaram o prazo
ainda não fiz compras do mês
e o puto não percebe o atraso
o telefone sempre a tocar
é a divida do automóvel
a sala esta vazia, já desisti do sofá e do móvel
um filho pra alimentar
e outro na barriga já se mexe
o seguro do carro esta a chegar
e este mês nem paguei a creche
já cortei com o café
vou cortar com os nits
agarrado a jornais
a meter curriculos em sites
só pra voltar a ouvir
que a vaga já foi preenchida
levar as mãos à cabeça
pensar pôr termo á vida
já pondero imigrar
pra França ou Angola
ou flashar entrar num banco
e aponta-los uma pistola
tornou-se um luxo ir jantar
levar a dama ao cinema
só falo por sms grátis
tornou-se luxo um telefonema
e a quem recorrer
se os bros tão todos na mema
pragados na rua
à procura de algum esquema

só vejo casas com placas
de leilão ou de venda
e a minha vai pelo mesmo andar
que eu já não aguento esta renda
e governo não dá as famlias
mas dá aos bancos bué pinlin
mais tarde ou mais cedo
dás com um broda a dormir
no banco dum jardim
e querem que um gajo mendigue
pela merda dum subsidio
parado na segurança social
onde o funcionário agride-o
e de repente
o povo ta perder o raciocínio
e admiram o aumento
de assaltos e assassinios
o pior é que nós e que sofremos
com os assaltos e assassinios
que esses filhos da puta estão protegidos
escondidos nos seus condominios
os verdadeiros assaltantes
entram no banco na maior
e saem com as maos no bolso do fato
e o dinheiro desviado pra um off-shore
não é atoa que estão a construir
mais cadeias
não é atoa que reforçam policias
pra nos matar à tareia
é que isto já esteve muito marado
mas isto nunca esteve assim
o people esta revoltado
eles têm medo dum motim

endividei-me pra pagar
propinas e um certificado
ter uma licenciatura
pra ficar desempregado
ou acabar num call center
ou caixa de supermercado
a trabalhar a recibos verdes
com 500 euros de ordenado
e no meio disto tudo
ainda sou privilegiado
porque a maioria do meu peoples
ta no muro encostado
quem estava em espanha voltou
acabou o el dorado
e arranjar um visto pra Angola
ta a ficar complicado
foderam esta merda toda
e é sempre e o povo é sacrificado
no proximo 25 de Abril
quero ver alguem enforcado
eles choram pelas acções
perdidas no PSI 20
meu people aqui chora
pela refeição seguinte
e mostram-nos pessoas
na porta do BPP a reclamar
meu peoples já fazem fila
na porta do banco alimentar
já não voto, porque o voto
não dá voto na matéria
politica pedrdeu a seriedade
e duvido que recupere-a

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Disseram-me "resigna-te", mas eu não pude e peguei outra vez na minha arma

Outra canção de resistência da Marly, agora pela própria



Les ennemies étaient chez moi
On m'a dit: "Résigne-toi",
Mais je n'ai pas pu.
Et j'ai repris mon arme.

Personne ne m'a demandé
D'ou je viens et où je vais
Vous qui le savez,
Effacez mon passage.

J'ai changé cent fois de nom
J'ai perdu femme et enfant
Mais j'ai tant d'amis
Et j'ai la France entière.

Un vieil homme dans un grenier
Pour la nuit nous a cachés
Les All'mands l'ont pris
Il est mort sans surprise

Hier encore nous étions trois
Il ne reste plus que moi
Et je tourne en rond
Dans la prison des frontières

Le vent souffle sur les tombes
Et la liberté reviendra
On nous oubliera!
Nous rentrerons dans l'ombre.

resistência, outra vez...

a canção de Anna Marly, aqui numa versão de Yves Montand


Ami, entends-tu le vol noir des corbeaux sur nos plaines ?
Ami, entends-tu les cris sourds du pays qu'on enchaîne ?
Ohé partisans, ouvriers et paysans, c'est l'alarme !
Ce soir l'ennemi connaîtra le prix du sang et des larmes.
Montez de la mine, descendez des collines, camarades,
Sortez de la paille les fusils, la mitraille, les grenades ;
Ohé les tueurs, à la balle et au couteau tuez vite !
Ohé saboteur, attention à ton fardeau, dynamite ...
C'est nous qui brisons les barreaux des prisons, pour nos frères,
La haine à nos trousses, et la faim qui nous pousse, la misère.
Il y a des pays où les gens au creux des lits font des rêves
Ici, nous, vois-tu, nous on marche et nous on tue, nous on crève.
Ici chacun sait ce qu'il veut, ce qu'il fait, quand il passe ;
Ami, si tu tombes, un ami sort de l'ombre à ta place.
Demain du sang noir séchera au grand soleil sur les routes,
Chantez, compagnons, dans la nuit la liberté nous écoute.
Ami, entends-tu les cris sourds du pays qu'on enchaîne ?
Ami, entends-tu le vol noir des corbeaux sur nos plaines ?
Oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh...

Há um fogo enorme no jardim da guerra



Há um fogo enorme no jardim da guerra
E os homens semeiam fagulhas na terra
Os homens passeiam co´os pés no carvão
que os deuses acendem luzindo um tição

Pra apagar o fogo vêm embaixadores
trazendo no peito água e extintores
Extinguem as vidas dos que caiem na rede
e dão água aos mortos que já não têm sede

Ao circo da guerra chegam piromagos
abrem grande a boca quando são bem pagos
soltam labaredas pela boca cariada
fogo que não arde nem queima nem nada

Senhores importantes fazem piqueniques
churrascam o frango no ardor dos despiques
Engolem sangria dos sangues fanados
E enxugam os beiços na pele dos queimados

É guerra de trapos no pulmão que cessa
do óleo cansado que arde depressa
Os homens maciços cavam-se por dentro
e o fogo penetra, vai directo ao centro

Estou farto disto

Sarcasmos do cantor e compositor alemão Wolf Biermann, ao vivo em Colónia em 1976

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

I don't mind failing in this world

Uma das grandes cantoras-escritoras-lutadoras do século passado.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

George censuré Brassens

Vendredi 27 mai, un gars de Rennes a été condamné à 40 h de TIG et 200 euros d'amende pour avoir chanté Hécatombe, la chanson de Brassens ci-dessous, du haut de son balcon. Hélas, trois bleus passaient en dessous.
(du blogue "cultivons l'alternative")

Eis a canção que a França não deixa cantar.
Voltam as censuras, as normas de conduta e as proibições. Para manter o "bom nome" das sagradas instituições.



quarta-feira, 15 de junho de 2011

yo no canto por cantar



Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz
canto porque la guitarra
tiene sentido y razon,
tiene corazon de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas,
aqui se encajo mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.

Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morira cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una alondra
hasta el fondo de la tierra.

Ahi donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre sera cancion nueva.

Ska anti-militarista

terça-feira, 14 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

Canção do desporto (para debate)

Para discutir: música, cinema e desporto como armas para o combate político revolucionário e para a tomada de consciência do poder dos trabalhadores.
A música é de Hanns Eisler, o argumento do filme (Kuhle Wampe, de 1932) é de Bertold Brecht, a realização do filme é colectiva mas dirigida por Slatan Dudow.